PALAVRA
DO PRESIDENTE

PALAVRA DO PRESIDENTE

MÁRCIO COIMBRA


Presidente da Fundação Liberdade Econômica. Ex-Diretor da Apex-Brasil e do Senado Federal. Coordenador da pós-graduação em Relações Institucionais e Governamentais da Faculdade Presbiteriana Mackenzie Brasília. Cientista Político, mestre em Ação Política pela Universidad Rey Juan Carlos (2007), Espanha.

Brasil do Amanhã

O Brasil chega a mais um ciclo eleitoral, uma oportunidade para avaliarmos o caminho trilhado e pensar no futuro. Estamos aqui para isso. O papel de uma fundação partidária é pensar no amanhã, trabalhar em subsídios ideológicos e programáticos para que nosso partido possa oferecer soluções para o Brasil. Este é o nosso papel.

Foi com este intuito que desenhamos o Brasil do Amanhã, pois país algum vive de passado, apontando erros e culpados. Pelo contrário, um país próspero precisa pensar adiante. Partindo de hoje, qual o país que queremos? Que nação desejamos? Nossa pátria está em nossas mãos, assim como o Brasil em que nossos filhos e netos irão viver.

Acreditamos que qualquer programa precisa ter bases ideológicas muito bem sedimentadas. Nós possuímos isso. E foi com estes valores que desenhamos soluções para o Brasil.

Acreditamos na democracia como sustentáculo indiscutível e pilar essencial de nossa república, assim como no império da lei como elemento fundamental de uma sociedade baseada na igualdade de oportunidades. Acreditamos mais na sociedade do que no governo e acreditamos mais no povo dos que nos burocratas. Por isso somos liberais. Partindo destes princípios, propomos correções, adequações, reformas e mudanças que precisam ser implementadas de forma paulatina, com moderação e discussão, sempre buscando a convergência como forma de manter a estabilidade do país.

Isto é exatamente o que significa ser conservador. É acreditar que a sociedade é um organismo vivo em constante mutação e que as mudanças devem ser implementadas de forma cautelosa, ponderada, amplamente debatida, com equilíbrio e moderação.

Nosso conservadorismo dialoga de forma complementar com o caráter social de nossa sigla e em especial com o cristianismo. Não há como falar dos primórdios brasileiros do social-cristianismo sem lembrar do legado deixado pelo mineiro Pedro Aleixo, mais importante representante do liberalismo conservador brasileiro e inspirador do primeiro embrião ideológico de nosso partido há mais de 50 anos. Segundo ele, o cristianismo, mais que uma religião, representa um estado de espírito e um conjunto de valores, assim como tempos depois definiu a líder democrata-cristã, Angela Merkel, em pronunciamento em 2020: um ideário que representa uma política que não exclui nem discrimina e que traz os valores cristãos para dentro da política, como a tolerância, inclusão, diálogo, aceitação e convergência.

Isto explica a democracia-cristã e o social cristianismo como ideários políticos que se baseiam no conservadorismo tradicional, representados pela moderação e a estabilidade.

Nossa inspiração está em partidos e organizações que enxergam os valores cristãos como importante sustentáculo dos valores que nos orientam quanto a forma de fazer política. Afinal, foi o binômio democracia e valores cristãos os responsáveis pelo reerguimento da Alemanha no pós-guerra, a redemocratização chilena e as articulações essenciais para a reconstrução democrática brasileira. Foi a democracia social cristã que ergueu os pilares da União Europeia e as reformas que mudaram a face da economia espanhola. Todos estes feitos bebem na mesma fonte: democracia cristã, social cristianismo, gestão conservadora e liberalismo econômico. Exatamente o que propomos para o Brasil.

Propomos soluções conservadoras na gestão, liberais na economia, baseada nos valores cristãos de crença na democracia e no diálogo como forma de construção de uma sociedade fraterna, certos de que os brasileiros sejam donos de seu próprio destino.

Baseado no binômio liberdade econômica e conservadorismo, confiamos que é possível escrever um amanhã virtuoso, com prudência e crença na capacidade do brasileiro em gerar riqueza de forma exitosa por meio do trabalho, onde as mudanças são aplicadas gradualmente de acordo com a evolução da sociedade.

Pessoalmente acredito na política como uma construção feita com esmero, confiança, longe dos radicalismos e perto do povo. A boa política é um ato conservador, regado a conversa, moderação, confiança, equilíbrio, serenidade e razoabilidade.

Enxergamos o Partido Social Cristão como instrumento essencial desta mudança pela boa política, capaz de implementar as reformas que o Brasil necessita ao seu tempo e liderar um grupo de pessoas comprometidas com a democracia, os valores republicanos e os pilares da prudência e da liberdade na construção de um futuro próspero.

 

faça parte
da fundação

faça parte da fundação

Inscreva-se e faça parte como um membro da Fundação.
Contamos com seu apoio e participação.